quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ouro Preto

Ouro Preto nasceu sob o nome de Vila Rica, como resultado da épica aventura da colonização do interior brasileiro, que ocorreu no final do século XVII. Em 1698, saindo de Taubaté, São Paulo, a bandeira chefiada por Antônio Dias descortina o Itacolomi do alto da Serra do Ouro Preto, onde implanta a capela de São João. Ali, tem início o povoamento intenso do Vale do Tripui que, trinta anos depois, já possuía perto de 40 mil pessoas em mineração desordenada e sob a louca corrida pelo ouro de aluvião.  Vila Rica cresce e exaure-se o ouro, mas cria uma civilização ímpar, com esplendor nas artes, nas letras e na política.  A Inconfidência Mineira é o apogeu do pensamento político e faz mártires entre padres, militares, poetas e servidores públicos, liderados por Tiradentes.  Com a Independência, recebe o nome de Ouro Preto e torna-se a capital de Minas até 1897.  A medida que se expandia a atividade mineradora, o barroco explodia na riqueza de suas formas, na pompa e no fausto de suas solenidades religiosas e festas públicas, vindo marcar, de maneira definitiva, a sociedade que se constituiu na região.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Belo Horizonte


Foi à procura de ouro que, no distante 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz chegou à serra de Congonhas. Em lugar do metal, encontrou uma bela paisagem, de clima ameno e próprio para a agricultura. Resolveu ficar: construiu a Fazenda do Cercado, onde desenvolveu uma pequena plantação e criou gado.
O progresso da fazenda logo atraiu outros moradores e um arraial começou a se formar em seu redor. Viajantes que por ali passavam, conduzindo o gado da Bahia em direção às minas, fizeram da região um ponto de parada.
O povoado foi batizado de Curral del Rei. Da serra de Congonhas mudou-se o antigo nome: é hoje a nossa Serra do Curral. Nossa Senhora da Boa Viagem, a quem os forasteiros pediam proteção, tornou-se padroeira do local.


Aos poucos, o Curral del Rei foi crescendo, apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha. Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se pela região: produzia-se algodão, fundia-se ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário. Frutas e madeiras eram vendidas para outros locais.

Com a decadência da mineração, o arraial se expandiu. Das 30 ou 40 famílias existentes no início, saltou para a marca de 18 mil habitantes. Elevado à condição de Freguesia, mas ainda subordinado a Sabará, o Curral del Rei englobava as regiões de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso. Vieram as primeiras escolas, o comércio se desenvolveu. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem.


Esse ciclo de prosperidade, contudo, durou pouco. As diversas regiões que constituíram o arraial foram se tornando autônomas, separando-se dele. A população rapidamente diminuiu e a economia local entrou em decadência.

Congonhas

No final do século XVII e no início do século XVIII,a descoberta de ricas lavras de ouro e diamantes atraem uma grande quantia de aventureiros para a região das minas, principalmente paulistas e portugueses. Por volta de 1700, portugueses se fixam na Vila Real de Queluz (hoje município de Conselheiro Lafaiete). Dali, alguns deles sairiam em busca de novos veios de metais preciosos. Na suas andanças, iam afundando arraiais. Assim teria nascido o arraial de Congonhas do Campo. Uma outra versão diz que a cidade foi fundada por um grupo de mineradores que fugiam da crise da fome que atingia de Ouro Preto, causada pelo aumento do absurdo da população. Há ainda os que dizem que escravos fugitivos é que chegaram primeiro naquelas bandas.


A construção do majestoso Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos teve início em 1757, numa colina de nome Alto Maranhão, e deflagrou a ocupação da margem esquerda do rio. A iniciativa partiu do português Feliciano Mendes, devoto do Bom Jesus, que ergueu uma igreja em pagamento a uma promessa. Os artistas mais destacados da época, como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manoel da Costa Ataíde, emprestaram sua genialidade as obras.

Até fins da década de 30, Congonhas do Campo era dividida pelo rio Maranhão. A margem direita pertencia a Ouro Preto e o lado direito era subordinado a Queluz de Minas. Em 1923, a população consegue a unificação dos dois distritos, graças as negociações que levaram Ouro Preto a ceder sua parte para Queluz. Era o primeiro passo para a emancipação do município, estabelecida pelo decreto de 17 de dezembro de 1939.


Depois da Segunda Guerra Mundial, a Exploração do minério de ferro renova a economia local e a população chega a 40.000 habitantes. Grandes empresas mineradoras colocam hoje a cidade entre as maiores arrecadações do Estado de Minas Gerais.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Grutas Mineiras

Gruta de Maquiné

 A maior gruta de Minas Gerais fica próxima à cidade de Cordisburgo, a 120 km de Belo Horizonte. Uma beleza natural que foi descoberta e explorada em 1834 pelo cientista dinamarquês Dr.Peter Lund. São 440 metros de extensão abertos ao público para conhecer e admirar os sete salões e galerias, formados pelo trabalho de erosão da água. Os estalactites formam figuras inusitadas que lembram um urso, um elefante e há também cristais brilhantes em formato de franjas, grinaldas e lustres. 
Na área foram encontradas pedras, ossadas humanas, pinturas rupestres e restos de animais pré-históricos, tornando a Gruta de Maquiné o berço da Paleontologia Brasileira. A gruta possui iluminação e passarelas que permitem aos visitantes transitarem com segurança pelas maravilhas do lugar, e todo o percurso é acompanhado por um guia local. Recomenda-se ir pela manhã ou no final da tarde, porque a gruta fica quente durante o dia.
    

Gruta da Lapinha

 Uma obra de arte esculpida pela natureza e de uma beleza extraordinária. Quem conhece a Gruta da Lapinha se surpreende por não imaginar o que está escondido dentro dela. Localizada na região arqueológica de Lagoa Santa, a 38 Km de Belo Horizonte, a gruta possui uma área de 511 metros de extensão abertos à visitação com profundidade de 40 metros. 
Surgiu a partir de rochas calcárias formadas pelos restos marinhos do fundo do mar raso da bacia do Rio das Velhas. Em seus salões existem os chamados espeleotemas, depósitos minerais do interior da caverna que possuem variadas formas, destacando a couve-flor, cascata, cortinas e pirâmides. A Gruta da Lapinha foi descoberta em 1835 pelo cientista dinamarquês Peter Lund, que vivia na região. Em suas escavações Lund descobriu fósseis de animais e as ossadas do chamado “homem de Lagoa Santa”, fundamental para as pesquisas da paleontologia no Brasil.

Há iluminação artificial, escadas e passarelas que dão acesso aos locais mais difíceis. Na parte externa o visitante pode conferir o museu do castelinho e o Espaço Cultural e Ambiental Dr. Lund, com exposições sobre a região da APA – Carste de Lagoa Santa, além da réplica em tamanho natural da famosa Preguiça Gigante. A região de muito verde também é um convite para um agradável piquinique, e encontra-se próximo à entrada dois restaurantes que oferecem a tradicional comida mineira, além de quiosques de doces e artesanatos.
  
 Gruta Rei do Mato
  A Gruta Rei do Mato está a 70 quilômetros de Belo Horizonte e a aproximadamente 600 quilômetros das principais capitais brasileiras. A apenas 6 quilômetros do centro de Sete Lagoas, é possível percorrer 220 metros de extensão com desnível de 30 metros. As formações de estalagmite da gruta chamam a atenção de geólogos e visitantes de todo o mundo. 

A gruta passou a ser visitada turisticamente em 1988 e recebeu o nome de Gruta Rei do Mato em homenagem a um forasteiro, que chegou na região na década de 1930 e passou a morar nas imediações da caverna e a extrair da Mata Seca, própria das regiões Calcárias, o seu sustento, alguns diziam que era um soldado fugitivo da Revolução de 30. Ficou conhecido na cidade como Rei do Mato, porque morava na Mata. Desapareceu da mesma forma que chegou na região, sem ninguém saber qual o seu destino. 

Em 2010 o IEF assumiu a proteção e preservação da gruta e da área em torno da mesma, passando então a ser denominada toda a região de Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato. Dessa forma a SELTUR ficou com a administração financeira e turística especificamente da Gruta e o IEF de todo o monumento. 

Quem pretende visitar a Gruta Rei do Mato deve se preparar para um espetáculo gracioso e harmonioso da natureza. 
    

 

Tiradentes

Tiradentes é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.
Suas antigas denominações foram "Arraial Velho de Santo Antônio", e "Vila de São José do Rio das Mortes" e cidade de São José del-Rei. O nome São José resulta de homenagens ao então príncipe de Portugal D. José I. A vila de São José resultou do desmembramento da vila de São João del-Rei em 1718. As lavras de São José del-Rei foram descobertas por João de Siqueira Afonso, em 1702, nos primórdios do século XVIII.
Ao ser proclamada a República, o governo republicano precisava de um herói que, segundo os novos governantes, representava esses ideais. A escolha caiu sobre o alferes Joaquim José da Silva Xavier, que além de tudo combateu um governo monárquico. Dessa feita, foi mudado o nome da cidade para Tiradentes. Tiradentes tornou-se um dos centros históricos da arte barroca mais bem preservados do Brasil, por isso voltou a ter importância, agora turística, na metade do século XX, foi proclamada patrimônio histórico nacional tendo suas casas, lampiões, igrejas, monumentos e demais partes recuperadas.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiradentes_(Minas_Gerais)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Diamantina

Com quase três séculos de fundação, passando de povoado a arraial até chegar a município, Diamantina é uma cidade rica em história e tradições. Possui um patrimônio arquitetônico, cultural e natural rico e preservado. 
A formação do município está intrinsecamente ligada à exploração do ouro e do diamante. A ocupação inicial do território se deu com Jerônimo Gouvêa, que, seguindo o curso do Rio Jequitinhonha, encontrou, nas confluências do Rio Piruruca e Rio Grande, uma grande quantidade de ouro. 


 
Por volta de 1722, começou o surgimento do povoado, sempre seguindo as margens dos rios que eram garimpados. A partir de 1730, ainda com uma população flutuante, o Arraial do Tejuco foi se adensando. Por meio da expansão de pequenos arraiais ao longo dos cursos d’água em direção ao núcleo administrativo do Tejuco, foi se formando o conjunto urbano de Diamantina, tendo como primeiras vias a Rua do Burgalhau, Rua Espírito Santo e Beco das Beatas. 
Em 1938, o conjunto arquitetônico do Centro Histórico da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e, no final da década de 90, veio o reconhecimento mundial: Diamantina recebe da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. 


 
Atualmente, Diamantina é uma das cidades históricas mais conhecidas e visitadas do país. O casario colonial, de inspiração barroca; as edificações históricas; as igrejas seculares; a belíssima paisagem natural e uma forte tradição religiosa, folclórica e musical conferem uma singularidade especial à cidade.


domingo, 22 de abril de 2012

Mariana

No dia 16 de julho de 1696 a Bandeira comandada por Salvador Fernandes Furtado de Mendonça fixou uma base nas margens de um ribeirão denominado "do Carmo". Acompanhado de alguns homens, dentre eles Miguel Garcia, percebeu a existência de considerável quantidade de ouro na região, denunciada pelo pó amarelo encontrado no leito e fundo do rio. Foi erguida uma capela. Nascia Mariana, uma menina plebéia que depois se tornaria rainha. Toda a região se revelaria uma imensa reserva de ouro, atraindo um grande número de pessoas.
Vista de Mariana
Cresceu o olho da Coroa, que decidiu agir rápido e energicamente. A Guerra dos Emboabas, entre paulistas e portugueses, acelerou a tomada desta decisão. Mariana cumpria mais uma vez com sua vocação. Mas não era só. Ainda em 1745 o Papa Bento XIV fez de Mariana a sede do primeiro Bispado de Minas Gerais, desmembrado da diocese do Rio de Janeiro. Veio do Maranhão o bispo D.Frei Manoel da Cruz, tomando posse na Sé Catedral em 1748. Por este fato Mariana é considerada também berço da religiosidade mineira. A elevação para Arcebispado se deu em 1906.
Primeiro armazém de Minas, atrás da Casa da Câmara
Os bandeirantes pululavam por toda a região aurífera, lançando as bases das atuais cidades mineiras. Tempos difíceis aqueles. Uma terra virgem, sem o mínimo conforto, onde tudo tinha que começar do zero. Por fé e também - por que não? - por falta do que fazer, ergueram igrejas. As missas foram durante muito tempo o principal acontecimento social dos mineiros. Seguiam-se as festas religiosas e demais rituais litúrgicos. Os templos pareciam brotar do chão, faziam-se presentes em todo e qualquer povoado que surgia. A arquitetura em Minas dava seus primeiros passos. De tosca tomou contornos mais sofisticados e únicos.