domingo, 22 de abril de 2012

Mariana

No dia 16 de julho de 1696 a Bandeira comandada por Salvador Fernandes Furtado de Mendonça fixou uma base nas margens de um ribeirão denominado "do Carmo". Acompanhado de alguns homens, dentre eles Miguel Garcia, percebeu a existência de considerável quantidade de ouro na região, denunciada pelo pó amarelo encontrado no leito e fundo do rio. Foi erguida uma capela. Nascia Mariana, uma menina plebéia que depois se tornaria rainha. Toda a região se revelaria uma imensa reserva de ouro, atraindo um grande número de pessoas.
Vista de Mariana
Cresceu o olho da Coroa, que decidiu agir rápido e energicamente. A Guerra dos Emboabas, entre paulistas e portugueses, acelerou a tomada desta decisão. Mariana cumpria mais uma vez com sua vocação. Mas não era só. Ainda em 1745 o Papa Bento XIV fez de Mariana a sede do primeiro Bispado de Minas Gerais, desmembrado da diocese do Rio de Janeiro. Veio do Maranhão o bispo D.Frei Manoel da Cruz, tomando posse na Sé Catedral em 1748. Por este fato Mariana é considerada também berço da religiosidade mineira. A elevação para Arcebispado se deu em 1906.
Primeiro armazém de Minas, atrás da Casa da Câmara
Os bandeirantes pululavam por toda a região aurífera, lançando as bases das atuais cidades mineiras. Tempos difíceis aqueles. Uma terra virgem, sem o mínimo conforto, onde tudo tinha que começar do zero. Por fé e também - por que não? - por falta do que fazer, ergueram igrejas. As missas foram durante muito tempo o principal acontecimento social dos mineiros. Seguiam-se as festas religiosas e demais rituais litúrgicos. Os templos pareciam brotar do chão, faziam-se presentes em todo e qualquer povoado que surgia. A arquitetura em Minas dava seus primeiros passos. De tosca tomou contornos mais sofisticados e únicos.

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