quarta-feira, 25 de abril de 2012

Congonhas

No final do século XVII e no início do século XVIII,a descoberta de ricas lavras de ouro e diamantes atraem uma grande quantia de aventureiros para a região das minas, principalmente paulistas e portugueses. Por volta de 1700, portugueses se fixam na Vila Real de Queluz (hoje município de Conselheiro Lafaiete). Dali, alguns deles sairiam em busca de novos veios de metais preciosos. Na suas andanças, iam afundando arraiais. Assim teria nascido o arraial de Congonhas do Campo. Uma outra versão diz que a cidade foi fundada por um grupo de mineradores que fugiam da crise da fome que atingia de Ouro Preto, causada pelo aumento do absurdo da população. Há ainda os que dizem que escravos fugitivos é que chegaram primeiro naquelas bandas.


A construção do majestoso Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos teve início em 1757, numa colina de nome Alto Maranhão, e deflagrou a ocupação da margem esquerda do rio. A iniciativa partiu do português Feliciano Mendes, devoto do Bom Jesus, que ergueu uma igreja em pagamento a uma promessa. Os artistas mais destacados da época, como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manoel da Costa Ataíde, emprestaram sua genialidade as obras.

Até fins da década de 30, Congonhas do Campo era dividida pelo rio Maranhão. A margem direita pertencia a Ouro Preto e o lado direito era subordinado a Queluz de Minas. Em 1923, a população consegue a unificação dos dois distritos, graças as negociações que levaram Ouro Preto a ceder sua parte para Queluz. Era o primeiro passo para a emancipação do município, estabelecida pelo decreto de 17 de dezembro de 1939.


Depois da Segunda Guerra Mundial, a Exploração do minério de ferro renova a economia local e a população chega a 40.000 habitantes. Grandes empresas mineradoras colocam hoje a cidade entre as maiores arrecadações do Estado de Minas Gerais.

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